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Justiça torna ex-presidente da Emusa réu em nova ação

Justiça torna ex-presidente da Emusa réu em nova ação

30/06/2023 17h01 Atualizada há 1 ano
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Foto: Reprodução
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Empresa Municipal é alvo de investigação por contratação de funcionários fantasmas A Justiça do Rio de Janeiro aceitou na quarta-feira (28) uma denúncia contra o ex-presidente da Empresa de Moradia, Urbanização e Saneamento de Niterói (Emusa), Paulo César Carrera, após pedido apresentado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

A decisão tornou Carrera réu no caso envolvendo a empresa pública de Niterói, que foi alvo de denúncias de irregularidades, incluindo suspeitas de nepotismo e contratações fantasmas com fins eleitoreiros. De acordo com o MP, o ex-presidente não forneceu as informações solicitadas, prejudicando a fiscalização da empresa.

Os promotores haviam requisitado, em um prazo de 10 dias, os documentos relacionados à folha de pagamento dos últimos seis meses da Emusa, no entanto, Carrera informou em 10 de fevereiro que a documentação seria disponibilizada até 10 de março de 2023, e mesmo assim, não cumpriu o prazo estabelecido.

A falta de transparência é outro foco de investigações em relação a empresa pública, que se recusava a fornecer as informações sobre seu quadro de funcionários da Emusa, que registrou um aumento de aproximadamente 170% no número de comissionados nos últimos dois anos, desde que o prefeito Axel Grael (PDT) assumiu o cargo.

Além disso, o Ministério Público também apontou na denúncia os vínculos familiares do ex-presidente com os funcionários da empresa, citando especificamente sua sobrinha, Amanda Hilda Carreira de Almeida.

Vereadores de oposição na Câmara Municipal de Niterói já vinham denunciando as irregularidades há alguns anos. Douglas Gomes (PL), Daniel Marques (União), Paulo Eduardo Gomes (Psol), Benny Briolly (Psol) e Professor Túlio (Psol), chegaram a assinar um pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a Emusa.

Para a abertura da CPI são necessárias 7 assinaturas, porém 16 dos 21 vereadores de Niterói fazem parte da base de apoio do prefeito Axel Grael e seu grupo político. Após as diversas denúncias que vinham sendo feitas sobre o escândalo nos últimos meses, a Prefeitura chegou a exonerar mais de 700 funcionários, no entanto, reconduziu parte deles logo depois.

Na decisão desta quarta-feira, a 4ª Vara Criminal da Comarca de Niterói ressaltou que há indícios suficientes de autoria do crime descrito na denúncia.

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